Thomas Jefferson (1743 – 1826)


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Thomas Jefferson foi um dos homens mais eminentes de uma geração excepcionalmente eminente. Foi um amigo magnânimo, articulado, vigoroso e constante. Também foi um cientista completo, fazendeiro e arquiteto. Sua imensa biblioteca deu origem à nova coleção da Biblioteca do Congresso Americano, logo após que a primeira foi perdida no incêndio de Washington, na guerra de 1812. Também poderíamos dizer que quando alguém pensa em Estados Unidos, pensa em Thomas Jefferson.

Jefferson nasceu no dia 13 de abril de 1743, numa fazenda em Rivanna River, na Virginia. Frequentou o College de William e Mary, e posteriormente estudou a Common Law inglesa. Sua carreira política começou em 1768, aos vinte e seis anos. Na vida pública serviu como representante no Parlamento da Virgínia, na Convenção da Virgínia, no Congresso Continental, no Congresso Confederado, bem como governador da Virgínia, Ministro das Finanças, Secretário de Estado, Vice Presidente e Presidente dos Estados Unidos. Mas de todas as realizações de sua vida, perto da morte, Jefferson escolheu para seu epitáfio “autor da Declaração de Independência americana, do Estatuto de Liberdade Religiosa da Virgínia e fundador da Universidade da Virgínia.”

Jefferson era deísta, algo comum aos homens letrados de sua época. Segundo um comentarista, ele “rejeitou a Trindade, zombou dos milagres da Bíblia e comentou que Jesus sofreu de delírio se realmente pensava ser filho de Deus.” No entanto, os homens de fé da época, poderiam achar algo de comum com Jefferson porque ele, como outros da geração dos pais-fundadores, entendiam que há um acordo fundamental entre os preceitos morais da razão humana e os revelados pela religião. Em outras palavras, a vida política deve ser fundamentada no Direito Natural, doutrina que forma a base dos argumentos de Jeffersom em documentos tais como a Declaração de Independência dos Estados Unidos e o Estatuto de Liberdade Religiosa da Virgínia – argumentos que desde essa época acenderam as chamas da liberdade em todo o mundo. Nas palavras de Jefferson: “ O erro não parece estar suficientemente erradicado, as operações da mente, bem como as ações do corpo, estão sujeitas à coerção das leis. Mas nossos governantes não podem ter autoridade sobre esses tais direitos naturais, somente quando estamos submetidos a eles. Esses direitos de consciência que nunca submetemos a ninguém, não os podemos fazer. Somos responsáveis por eles perante nosso Deus. Os poderes legítimos do governo se estendem a tais actos somente se tais atos forem danosos aos outros.”

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