Cidadania e Participação da Juventude no Processo Eleitoral


sequencia de debates

A origem da palavra cidadania vem do latim civitas, que significa cidade (Polis). O conceito de cidadania teve origem na Grécia clássica, sendo usado então para designar os direitos relativos ao cidadão, ou seja, o indivíduo que vivia na cidade e ali participava ativamente dos negócios e das decisões políticas.No sentido restrito Cidadania, restringe-se a particpação do cidadão à condição do eleitor, pelo exercicio do voto. O voto , pois , é a formalização legal da cidadania, que , dessa forma, torna verdadeiro o Estado, por seu sistema de representação política democrática, o que de outra forma não seria possivel, e nem legítimo.A cidadania é uma construção colectiva e constante , ela só existe quando há verdadeira participação dos cidadãos. A cidadania nos convida a superar o comodismo e o vicio de esperar que os políticos façam tudo por nós…Não é cidadão autentico àquele que senta no sofá engolindo sapos. O cidadão busca incansavelmente soluções para uma sociedade mais justa e essa só é possivel com a ajuda de todos-a colectividade.

Cidadania é preocupação com a vida do vizinho, com a educação, com a saúde, com trânsito, em sintese cidadania é inclusão social.Ser cidadão é combinar os direitos e os deveres que nos estão sujeitos.

Surge aqui uma diferença entre o POVO Angolano e o CIDADÃO Angolano e esta diferença é simples e por todos conhecido. O povo é o conjunto dos despossuídos, os que estão excluídos do poder e da riqueza na perspectiva originária do termo mas, povo é também , no discurso político contemporâneo , o corpo constituinte da unidade política moderna por excelência, o Estado Nacional. Enquanto que o cidadão é sujeito  de direitos e deveres. Quando alguém conhece os seus direitos têm a tendência de exigir a realização desses direitos, o cidadão sente-se potencial presidente, ministro, deputado, juiz etc. O povo limita-se em sí pensando que os senhores chefes estão onde estão porque um deus qualquer colocou-os aí e só  este deus os pode tirar dos lugares onde se encontram.Nos entraves desta discussão, apraz entrar na questãao da PARTICIPAÇÃO POLÍTICA que é praticamente a actividade que visa intervir e influênciar no desenvolvimento do Estado.

A Participação dos cidadãos na vida Política depende em grande medida do grau de influência, do grau de exigência e do grau de informação que uma deptermidade sociedade possuí. O povo quando começa a exigir ganha estatuto de cidadão , não só porque agora todos podem ter Bilhete de Identidade , mas a partir do momento em que nos sentimos parte integrante do Estado.

Neste caso, a Participação Política é feita por diversas modalidades , por exemplo:

  • Participação Eleitoral:Emissão do voto;
  • Participação activa em campanha eleitoral como membro ou simpatizante de um partido político,em reuniões políticas do candidato ou distribuindo cartazes de propaganda;
  • Como membro de uma associação de assistência ou para resolver problemas comunitários,
  • Promover debates nos bairros como este que estamos a ter aqui ;
  • Intervir nos meios de comunicação social, no Facebook, no whatsapp etc. ou mesmo até participar nas manifestações, vigilias , marchas de reivindicações e protesto.

Gene Sharp por exemplo apresenta uma serie de métodos na sua obra “Da Ditadura à Democracia” , procurem a mais fácil ou aqula menos comprometedora ou mesmo como fazem as PusyCat “tiram as blusas simplesmente”.

Vale aqui deixar claro que nas sociedade africanas existem sempre um Jango,Ondjango ou Tshotá como nós tratamos no Moxico – um espaço onde o pessoal da aldeia privilegia para discutir problemas que ultrapassam a dimensão familiar. Estes jangos são uma especie de parlamento onde o mais velho de todos o Soba , o Sekulú ou sei lá que tem para resolver os problemas da aldeia. Esta é sem dúvida a nossa versão de participação na vida política da comunidade.

A presença colonial empenhou-se na destruição dos elos de ligação entre os povos e os que proclamaram a indepêndencia não fizeram o contrário, antes reduziram os sobas em  meros fantoches aqueles que eram lideres espirituiais que conheciam os meandros da aldeia. Nos acordos de Alvor, por exemplo, três eram os legítimos  representantes do povo angolano, mas ainda assim só com os acordos de Bicesse foi possivel reconhecer que além de nós existem os outros angolanos que só com o multipartidarismo foi possivel lhes reconhecer e como também neste contexto que se deu uma serie de abertura do regime e consequentemente o reconhecimento de algumas liberdades de imprensa , de associação, e sei lá mais quantos. Em suma, a contituição aprovada em 2010, só veio consagrar os direitos clássicos que haviam sido conquistados nos acordos de Bicesse. O resto vai surgir com o debate, o preciso momento é de perguntas e respostas em torno desta temática.

Alguns pontos relevantes nas intervenções da plateia

  • Sambongo de Montesquieu: A política era a arte de cuidar da cidade (polis) na Gracia antiga. Eleger é escolher as pessoas que tomarão decisões políticas sobre a nossa vida durante um mandato.
  • Tchitchierny Rousseau: A cidadania é um processo de conquista.

 

Algumas Questões

  • Paulino: Qual é a diferença que existe entre Cidadania e patriotismo?
  • Jaime Satambola: Qual é o impacto das organizações não governamentais na sociedade angolana? Qual é o método mais eficaz para participar na vida activa da política?
  • Manuel André:Qual é a estratégia que podemos usar para convencer as vovós , os tios e as mães a votarem para a mudança do regime? Qual é a diferença entre marxismo e leninismo?
  • Ernesto Ngonga: Qual é a concepção juridica de Cidadania?
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